quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

SALA ESCURA

Uma serpente de fumaça
     se desfaz em nuvens narcóticas
          no escuro da sala insone
           onde sentimos de novo a presença
        do futuro de tantos sonhos
     que trafegam por entre palavras
    e ecos de um vale concreto
      até atracar no silêncio
          da segunda noite que dorme
               de cansaço, de amor, de nós dois

Um comentário:

  1. Porra, muito bom! Uma sensação lânguida de palavras que se dissipam, atracam no vazio e desaparecem no silêncio... Me lembrou Unravel, música da Björk, dos sentimentos que o diabo coleciona num novelo de lã e aos poucos vai desfiando

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